Vamos velejar?

Há dois anos venho estudando o mundo da vela e escrevi em meu planejamento estratégico que iria comprar um barco a vela. Graças a Deus consegui meus objetivos pois creio que é competência do ser humano fazer metas/planos e A competência de Deus, de realizá-los conforme seu querer.

Pois bem, próximo passo foi então contratar algumas aulas para aprender a conduzir a embarcação.  Descobrir muitas coisas. A primeira foi um profundo arrependimento de ter vivenciado tal situação só na vida adulta apesar de sempre gostar do mar e dos esportes náuticos. A segunda, foi descobrir que ao velejar iria experimentar ou experienciar tudo aqui que faço e práticos nas empresas das quais prestei ou presto consultoria.

Estava meio sem direção quando peguei o leme. O barco navegava de um lado para outro. O instrutor imediatamente perguntou:

– Para ou você está olhando?

– Respondi: Para a proa do barco professor!

O instrutor falou: – Olhe para bem longe, escolha um ponto fixo de referência e use o cabo do mastro principal como alça de mirar para atingir o objetivo que está distante, você vai sentir o barco andar em linha reta, em direção ao objetivo de longa distância.  Controle firme o leme para o destino no qual você quer chegar, mantenha as velas e cabos da embarcação bem esticados.

Neste exato momento percebi quantas coisas tinha que fazer e prestar atenção para manter o rumo no objetivo, na meta. Estava vivenciando de maneira sinestésica o planejamento estratégico de chegar no objetivo ou ponto final.          Quantos indicadores, quantas tarefas, para de fato cumprir os planos estratégicos traçados em qualquer organização. Se faz necessário controlar e manter vários indicadores vivos nos painéis gerenciais.

Mas o que fez de fato a diferença naquele meu momento mágico, foi saber para onde queria ir, fazendo isso estabilizei o barco(empresa).

Em segundo lugar, foi manter a liderança e os propósitos firmes segurando com força e ao mesmo tempo leveza o leme, mantendo a direção e corrigindo a direção do barco.

Em terceiro e último lugar foi verificar as velas, para analisar se o vento estava entrando e saindo de forma ótima por elas, garantido o máximo de eficiência, velocidade e performance do barco.

Por fim cheguei ao meu destino e imediatamente tive que decidir outro destino, e mais outro, e mais outro… Empreendedores, empresários e velejadores, nunca satisfeitos! Não recomendo nunca empreender, gerir ou velejar sem saber para onde quer ir, sem estar na devida liderança de pessoas e processos, sem checar constantemente os indicadores.

Não se faz bons velejadores com mar calmo!

Não se faz bons empresários sem crise!